Se para muitos a meditação é uma prática ligada apenas à espiritualidade, para a comunidade científica, a técnica está relacionada a uma ampla variedade de benefícios à saúde, que têm sido comprovados em centenas de estudos ao redor do mundo. Centros médicos e, inclusive, o Sistema Único de Saúde (SUS) já adotam a meditação como abordagem complementar ao tratamento de diversas doenças.
 Além de acalmar a mente e melhorar a concentração, o hábito de meditar tem sido associado a efeitos positivos no controle de doenças como depressão, ansiedade, hipertensão, problemas respiratórios e gástricos, dor crônica, insônia, além de atuar na prevenção do declínio cognitivo.
 Os benefícios são alcançados em razão do poder calmante da meditação, que diminui os níveis de estresse e melhora a sensação de bem-estar. De acordo com informações do Programa de Meditação aplicada à Saúde e Bem-estar da Faculdade de Saúde Pública da USP, a meditação diminui a liberação de hormônios como o cortisol e adrenalina, ligados ao estresse, mantém ativas áreas do cérebro associadas à felicidade e promove a regulação do funcionamento do sistema imunológico, o que impacta na saúde como um todo.
 Além disso, imagens de ressonância magnética já mostraram que durante a técnica diversas mudanças benéficas acontecem no cérebro. Segundo um famoso estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a meditação é capaz de ampliar áreas do cérebro responsáveis pela concentração, aprendizagem, memória e regulação emocional.
 Como meditar
 Existem diversos tipos de meditação que diferem na duração e método (em silencio, repetindo mantras, etc.). Essas variações não influenciam nos resultados benéficos da prática. Basta escolher a que você mais se identifica.
 A meditação mindfulness (atenção plena) é uma das técnicas mais populares no meio médico. Ela se baseia em focar a atenção no momento presente, sem se deixar levar por pensamentos repentinos e julgamentos.
 Assim, podem ser utilizadas algumas “âncoras” para trabalhar a observação consciente, como respiração, sensações e movimentos corporais. Veja a seguir um exercício de meditação mindfulness:
1 – Escolha um lugar silencioso, com pouca ou nenhuma distração.
 2 – Em uma posição confortável, que pode ser sentada ou deitada, deixe seu corpo se estabilizar.
 3 – Faça uma ou duas respirações profundas para trazer a atenção para o corpo. Seus olhos podem ficar abertos ou fechados.
 4 – Comece, então, a observar lentamente as sensações do seu corpo. Exemplos: o ar entrando e saindo pelas narinas, o contato das nádegas com o chão, a temperatura da pele e até possíveis desconfortos.
 5 – Caso alguma distração, pensamento ou sensação vier à tona. Não faça nada. Só os perceba e os deixe passar, sem julgá-los ou se prender a eles.
 6 – Termine a prática lentamente.
Dicas 
·         É importante ter um despertador, que marque o fim da sessão. Assim você não fica preocupado em olhar o relógio.
·         Comece a meditar em períodos curtos, de 5-10 minutos, e vá aumentando progressivamente, conforme sua disponibilidade.
·         O uso de meditações áudio-guiadas pode ajudar.
·         Seja persistente e regular com a meditação! Quanto mais praticar, mais benefícios e progressos você alcançará.
 Fonte: SulAmerica