Planos de Curto Prazo: Estratégias Para Investir Por Um Ano – Empire Assessoria e Corretora de Seguros

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Planos de Curto Prazo: Estratégias Para Investir Por Um Ano

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Investir em seu próprio consultório é uma ótima forma de fazer seu dinheiro render. “Hoje, um investimento de renda fixa de curto prazo oferece juros de, no máximo, 0,7% ao mês. O profissional da saúde ganhará muito mais ao aplicar seu dinheiro em seu próprio consultório, seja comprando um software de gestão novo ou proporcionando melhorias no espaço e atendimento”, afirma o educador financeiro, Pedro Braggio.
Essa pode ser uma meta de curto prazo – ou seja, a ser realizada dentro de um ano. Para tanto, é preciso disciplina e estratégia: apenas juntar o dinheiro necessário não é somente mais trabalhoso como, também, envolve alguns riscos.
Ao deixar esse valor na conta corrente, por exemplo, corre-se o risco de gastá-lo com o que não deve. Essa atitude também faz com que se perca o rendimento que o valor teria se estivesse aplicado corretamente. Mas, afinal, quais investimentos são mais indicados para cumprir objetivos dentro de um ano?
O que levar em consideração ao escolher um investimento de curto prazo
Taxas
Elas pesam, e muito, na hora de decidir qual é o melhor investimento em seu caso. Para que se tenha ideia, simulações feitas recentemente pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) apontaram que, com a taxa Selic a 6,5%, a caderneta de poupança é mais vantajosa do que uma série de fundos de renda fixa – principalmente aqueles com taxas de administração salgadas, superiores a 1% ao ano.
Essas taxas altíssimas são comuns nos fundos DI, especialmente os de bancos de grande porte, fazendo com que eles se tornem pouco atrativos no curto prazo.
Vamos supor que a rentabilidade bruta de um investimento seja de 8% ao ano. Se a taxa de administração for de 2%, ela já vai abocanhar mais de 30% da rentabilidade. Quem não se atenta a isso perde muito dinheiro e o investimento pode até mesmo perder da inflação”, alerta o professor de economia da IBE conveniada FGV, Múcio Zacharias.
 Liquidez
É a disponibilidade do dinheiro depois de investido. Quanto maior a liquidez, menor costuma ser a remuneração oferecida. “Quando um investimento é feito para prazos curtos, como um ano, o que se busca mais do que a rentabilidade é a segurança e a disponibilidade em caso de necessidade de resgate. Isso é mais importante do que a rentabilidade”, afirma o educador financeiro, André Bona.
Por isso, o ideal é escolher um investimento que permita que o valor seja resgatado no momento em que ele for necessário.
 Tributação
O Imposto de Renda (IR) pode penalizar a rentabilidade consideravelmente e, quanto menos tempo o dinheiro permanecer investido, maior será sua mordida sobre o valor. No prazo de um ano, por exemplo, sua incidência sobre CDBs e Tesouro Direto é de 17,5%.
Apesar de parecer muita coisa, isso não inviabiliza a escolha de um investimento. “O IR pode penalizar a rentabilidade, mas o investidor deve ter em mente que não ter IR não significa que o investimento renderá mais. É preciso fazer a conta ‘de chegada’, que é a conta abatendo o IR dos investimentos que tem IR e comparando com os investimentos sem IR. Em algumas situações, mesmo com IR, um investimento pode render mais do que outro sem IR”, defende Bona.
O veredito: os melhores investimentos para curto prazo
CDBs: apesar da incidência de IR, essa é a escolha preferida do professor Zacharias. “Ele paga percentual do CDI e não tem taxa de administração. Apenas lembre-se de considerar o IR, já que será uma aplicação de curto prazo“.
LCIs e LCAs: vêm ganhando popularidade graças à isenção de IR. Não é possível sacar o dinheiro antes do vencimento da aplicação, por isso, nunca aplique todos seus recursos neste tipo de investimento.
Tesouro Direto: apesar da incidência de IR, possui boa rentabilidade e baixo risco. Para Zacharias, o título mais indicado para o curto prazo é o pré-fixado, que oferece menos ônus quando o investidor realiza o saque antes do vencimento.
Caderneta de poupança: a aplicação favorita dos brasileiros tem ganhado força com a queda da Selic em aplicações de curto prazo, especialmente quando comparada com fundos de investimentos de alta taxa de administração. “Nela, você não tem o IR, nem taxa de administração. É fácil de aplicar, fácil de resgatar e uma boa para quem não quer considerar outras opções”, diz Zacharias, apesar de sua predileção pelos CDBs e Tesouro Direto.
Fonte:conexãosegurosunimed